Exercitar-se para liberar hormônios: quais deles e quais suas funções?

 

Você deve acompanhar diversas páginas de atletas e praticantes de exercícios que todos os dias expressam a sua felicidade ao dizer que estão “endorfinados”, ou seja, cheios de um hormônio que se chama endorfina.

Sabemos que os hormônios regulam diversas funções em nosso organismo e neste artigo mostraremos alguns deles nos ajudam em nossos exercícios e que nos dão a sensação de prazer que estes atletas experimentam.

 

Endorfina

 

A endorfina é uma substância natural produzida pela hipófise, uma pequena glândula que se localiza na base do cérebro.

Ela é responsável pela regulação das emoções e da dor, ajudando o corpo a relaxar através da sensação de bem-estar e prazer.

Liberada durante e depois dos exercícios físicos, é o hormônio que nos ajuda a continuar mesmo naquele momento difícil e a resistir à séries com repetições intensas.

Ao final, a recompensa é sentir-se relaxado e com mais disposição para os próximos desafios.

 

Adrenalina ou Noradrenalina

 

Este hormônio é produzido pelas glândulas suprarrenais, ou seja, que se encontram acima de nossos rins.

Tem a função de preparar o corpo para os exercícios, situações de esforço e de perigo iminente.

A adrenalina te deixa alerta nos treinos, mais agressivo e mais focado, por isso promove uma queima maior de gordura para os que buscam a perda de peso ou definição muscular.

Alguns suplementos estimulam a sua produção para uma melhora nos resultados a curto prazo e prometem o aumento de energia para os consumidores. Mas é importante ficar atento porque o excesso de adrenalina pode ter efeitos inversos e causar mau humor, estresse generalizado, ansiedade e até doenças cardíacas.

 

Insulina

 

Produzida no pâncreas, tem a função de regular o metabolismo da glicose em nosso sangue e sua falta ou deficiência causa a diabetes.

O exercício físico pode ajudar na utilização dessas moléculas de glicose em forma de energia, fazendo com que o organismo necessite menos da insulina.

Quanto mais intenso o treino, maiores os benefícios. A diretriz de 2014 da Sociedade Brasileira de Diabetes, coloca o treino de alta intensidade intervalado, do inglês HIIT (High Intensity Interval Training), como recomendação para melhora de pacientes diabéticos.

É comprovado que muitas pessoas conseguiram diminuir a quantidade de medicação ou evitaram o início da doença através de uma prática saudável de exercícios.

 

Cortisol

 

A liberação de cortisol é importante para regular os níveis de stress do corpo. Também produzido nas glândulas suprarrenais, assim como a adrenalina, aumenta em situações de perigo e alerta.

O uso do cortisol é feito artificialmente por atletas que desejam aumentar sua performance e aumentar a queima de gordura armazenada no tecido adiposo. Mas deve-se tomar cuidado pois os efeitos desejados podem ser contrários quando a quantidade desse hormônio é elevada, podendo causar hiperglicemia, osteoporose, perda muscular, acúmulo de gordura, entre outros.

 

Hormônios Naturais e Artificiais

 

Os hormônios são produzidos naturalmente em nosso corpo, mas quando temos alguma doença ou deficiência dos mesmos, precisamos de uma forma de suplementação artificial.

Para fins esportivos, muitos atletas tomam fórmulas que contêm hormônios para melhorar suas performances.

Alguns deles são permitidos, mas a maioria é passível de punição caso o haja um exame de doping e quem regula o uso por atletas é a Agência Mundial Antidoping (Wada), que disponibiliza uma lista de substâncias proibidas.

O cuidado desta agência não é apenas para evitar fraudes e vantagens competitivas, mas também de zelar pela saúde dos esportistas, sendo assim, devemos tomar como exemplo e evitar o uso de hormônios sem orientação médica, abusando dos exercícios, preferindo a produção natural em nosso organismo.